Eu não sei de onde nasceu essa crença louca e deliciosa de que a diferença de um minuto é capaz de mudar tudo. E também não é relevante.
O fato, concreto, é que as 7 ondinhas, as rosas brancas no mar, o explodir dos fogos e da garrafa de champagne destroem os atropelos do ano que passa e me enchem a alma de esperanças, de promessas , de velhos sonhos...
Deixe, então, esse 2011-sem graça-ir embora, pois, pelo visto, não deixará saudade em ninguém. Seus bons momentos estarão para sempre estampados em minh'alma e de resto, bom, resto é sempre resto!
Quero o gosto do novo. De um 2012 branco. Quem me arrebenta cheio de promessas e bons presságios.
Ano de fim de mundo... Fim de tudo que já não cabe mais... Fim de tudo que já não quero mais.
Que venha o novo, o recomeço, o que for.
E que o brilho da virada permaneça brilhante, até o próximo ano novo.
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Re_corrente
Já era hora passada de limpar a poeira dos cantos, remexer na alma e nas letras. Fingir que dessa vez voltaria para ficar,como todas as vezes... Mesmo que daqui a pouco ela abandonasse tudo - como todas as vezes.
O importante é que ela vai, e sempre volta. Volta com os raios de sol e de felicidade.
Jé é hora passada...
Fica combinado assim: vai ser pra sempre. "Mas sempre não é todo dia - como diz Oswaldo."
O importante é que ela vai, e sempre volta. Volta com os raios de sol e de felicidade.
Jé é hora passada...
Fica combinado assim: vai ser pra sempre. "Mas sempre não é todo dia - como diz Oswaldo."
domingo, 26 de junho de 2011
Sentir-se amado
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
................................................[Martha Medeiros]
domingo, 19 de junho de 2011
O que tinha que ser.
Tenho estado tão relapsa com as palavras. O excesso é sempre mais silenciador do que a falta delas.
Ou então, é só porque não preciso de muita fala. Preciso de um sorriso, de um olhar... E o silêncio presente diz mais do que qualquer fala que possamos pronunciar.
Ou então, é só porque não preciso de muita fala. Preciso de um sorriso, de um olhar... E o silêncio presente diz mais do que qualquer fala que possamos pronunciar.
"Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher.
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher.
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser."
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser."
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Que país é esse?
É tanto clichê, eu sei, mas esse país, as vezes, me parece um clichê sem fim. Não sei se entristeço ou se me revolto.
Vejo, hoje, um bando de gente com rostos vermelhos e olhos irritados, de tanta fumaça e piementa na cara, olho os hematomas, roxos e inchados, das balas de borracha, sei das pessoas detidas- temendo por quanta agressão sofrerão- fico sabendo de gente hospitalizada. E ouço, quase enlouquecidamente, um tanto de gente dizer que os estudantes estavam errados em fazer o que fizeram.
E eu me pergunto "o que?". Não foi a primeira manifestação, não foi a primeira tentativa de conversa. Eram vários estudantes, lutando por um direito, não só deles e, sim, de qualquer cidadão, querendo mais do que a diminuição da tarifa, querendo uma conversa com o governador, vice, ou qualquer autoridade responsável. Não eram muleques, desoculpados, sem o que fazer, irresponsáveis, inconsequentes. Não utilizaram de agressão, ameaça ou qualquer artificio do gênero.
Estavam ali, no meio da rua, munidos de voz, cartazes e vontade de ter um estado melhor e mais digno onde o povo possa ser ouvido sem precisar parar ruas e avenidas. Exercendo um direito, garantido pela constituição do meu amado Brasil.
Eis que então chega a polícia, batalhão de choque, batalhão de missão especial, com ordem daqueles que não foram dignos de uma conversa. E com eles chegam as bombas, de gás e pimenta, as balas de borracha, a agressão, o abuso de poder, ouvi-se dizer que "direito é o cacete" quando alguém grita que estão dentro do direito deles. E atiram, lançam, jogam, abusam para todos os lados. Para cima dos manifestantes, para quem passava pelo local, para dentro da Universidade Federal (e lá se vai mais uma lei sendo violada), para o Teatro da universidade que se encontrava cheio de crianças. Atigem estudantes e reitor da universidade, crianças e idosos.
Eles mostram, para quem quiser ver, sua grande eficiencia contra o crime...Ah... Quase esqueci que não vivo na ditadura e que protestar não é crime. Assim sendo, eles provam o enorme despreparo e intransigência. O ato agora deixa de ser contra a passagem e passa a ser muito maior. Passa a ser contra essa vergonha de estado, de governo...
E, então, outra vez, para entristecer um pouco mais, vejo uma população apática, quase revoltada com a manifestação pois os estudantes fecharam a avenida e atrapalharam o trânsito. Quer dizer que atrapalhar o trânsito é revoltante mas a ação do BME não tem problema?
É, meu Brasil amado, enquanto esse povo for do jeito que é, você jamais irá para frente. Depois vejo pessoas reclamando de político corrupto, de violência, de falta de educação, disso e daquilo. Mas cadê o povo na hora de dizer "não", "agora chega"? Cadê o povo na hora de cobrar uma atitude do governo?
Fica esse povo, acomodado, que reclama de tudo, mas não move um carro, ou dez passos, do lugar para procurar e exigir o que lhes é de direito. E quando alguém faz isso, eles acham ruim. Acham inconsequente e leviano... Até quando teremos um povo com tamanhas vendas nos olhos?! Até quando o Brasil será ESSE país? Não é o governo que precisa mudar... Enquanto esse povo for assim, não há mudança no governo que sane os problemas.
E, mais um grande clichê, cada país tem o governo que merece... Mas, meu Brasil, você hoje é esse grande, triste, clichê.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mulheres mil
Vivo em um mundo de mulheres bem-resolvidas. MUITO bem-resolvidas, por sinal. Mulheres que vão para onde tem vontade de ir, na hora que tem vontade- ok. quando o clima deixa, ou o dinheiro, bem-resolvidas mas ainda não deusas- que decidem o que querem sem grande dificuldades. Usam as roupas que estão com vontade independente de estarem na moda ou não. Mulheres que usam salto alto ou tênis no rock, sem perder o glamur. Que bebem, de cachaça a champagne sem quase perder a compostura. Elas que já assustaram rapazinhos quando eles descobriram que procuravam por cachaça e que a cachaça não era uma palavra genérica, era cachaça mesmo. Mulheres que usam rosa em show de rock. Que vão em rock, forró, pagode, funk ou qualquer outro som que dê vontade.
Estou nesse mundo cercada por mulheres assim; seguras de si, lindas e bem-resolvidas. Até que...
Até que me surge um outro alguém. Pronto. Eis que elas desmoronam. Me impressiona.
Elas se tornam inseguras, imaturas, irreconhecíveis. Perdem o jeito, o charme, são capazes, até, de se perderem. De repente, elas não sabem como agir, se confundem, ficam buscando trejeitos, pistas para seguir. Param de ditar as regras e só obedecem o jogo.
E eu fico ali, atônita, querendo saber qual o motivo disso tudo? Qual a complexidade de pensar um pouco menos e deixar as coisas irem. Sem drama. Sem pressa. Sem pressão. Deixa tudo ser. Ser mais um dia. Mais um mês. Ser mais... Sem se tornar menos. Ser pelo tempo que for bom. E quem sabe se eternizar, mesmo que desmorone depois de uma hora ou se durar até um amanhã que jamais chegará.
Estou nesse mundo cercada por mulheres assim; seguras de si, lindas e bem-resolvidas. Até que...
Até que me surge um outro alguém. Pronto. Eis que elas desmoronam. Me impressiona.
Elas se tornam inseguras, imaturas, irreconhecíveis. Perdem o jeito, o charme, são capazes, até, de se perderem. De repente, elas não sabem como agir, se confundem, ficam buscando trejeitos, pistas para seguir. Param de ditar as regras e só obedecem o jogo.
E eu fico ali, atônita, querendo saber qual o motivo disso tudo? Qual a complexidade de pensar um pouco menos e deixar as coisas irem. Sem drama. Sem pressa. Sem pressão. Deixa tudo ser. Ser mais um dia. Mais um mês. Ser mais... Sem se tornar menos. Ser pelo tempo que for bom. E quem sabe se eternizar, mesmo que desmorone depois de uma hora ou se durar até um amanhã que jamais chegará.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Cada fim um novo começo.
"A decepção vira mágoa que se torna um incômodo que se transforma em nada. Eu? Eu quero paz e luz." [Ana Beatriz Miranda]
É sim, o mais bonito da vida... Essa arte de sentir, sentir intensamente, com cada molécula fria do ser. É ser humano. E por sentir, tanto e demais, tão desesperador, é que nos enchemos de meios sonhos, nos contentamos com meias verdades, nossas verdades inteiras. E nos deixamos ir, no nosso turbilhão de sinceridades, nas mentiras alheias.
Não demora não, amor. O destino implacável e justo tira todas as máscaras e devolve a pureza pr'aqueles que ainda sofrem a doença irremediável da humanidade: a fé!
Ah, essa fé, nos outros na vida, sempre direi é ela que me faz crer em pessoas de boa-fé. Será ela, sempre a responsável por toda a minha desilusão. Desilusão... só porque por um dia eu tive fé em algo melhor do que a tua essência podia ser.
Mas, não tem nada não, amor. É a mesma fé que me destrói a que me mantém. Inteira, juntando os meus cacos. E deixa o tempo passar... é a mesma fé que te apaga, que te leva, tão leve, deixando os traços incomodos até um dia ser nada.
E da vida, eu volto feito fênix, ainda mais bela, ressurgida das cinzas. Cinzas suas que foi fogo, brasa, cinzas até enfim, se tornar só o pó que me serviu de recomeço.
É sim, o mais bonito da vida... Essa arte de sentir, sentir intensamente, com cada molécula fria do ser. É ser humano. E por sentir, tanto e demais, tão desesperador, é que nos enchemos de meios sonhos, nos contentamos com meias verdades, nossas verdades inteiras. E nos deixamos ir, no nosso turbilhão de sinceridades, nas mentiras alheias.
Não demora não, amor. O destino implacável e justo tira todas as máscaras e devolve a pureza pr'aqueles que ainda sofrem a doença irremediável da humanidade: a fé!
Ah, essa fé, nos outros na vida, sempre direi é ela que me faz crer em pessoas de boa-fé. Será ela, sempre a responsável por toda a minha desilusão. Desilusão... só porque por um dia eu tive fé em algo melhor do que a tua essência podia ser.
Mas, não tem nada não, amor. É a mesma fé que me destrói a que me mantém. Inteira, juntando os meus cacos. E deixa o tempo passar... é a mesma fé que te apaga, que te leva, tão leve, deixando os traços incomodos até um dia ser nada.
E da vida, eu volto feito fênix, ainda mais bela, ressurgida das cinzas. Cinzas suas que foi fogo, brasa, cinzas até enfim, se tornar só o pó que me serviu de recomeço.
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