segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cena qualquer.

.
Foi então que ela abriu os olhos, devagar, como só quem já virou madrugadas sabe fazer, sentou-se na beira da cama e esperou os primeiros raios de sol a atingirem. Com o sol, seus primeiros os raios de consciência. Aquelas paredes, o chão, a mesa de cabeceira, celulares de lado, relógio parado...

Era tudo tão estranho. Estranhamente conhecido, mesmo sem ela nunca ter visto antes era como se sempre tivesse feito parte dela. Tão natural... Não, não era. Olhou em volta outra vez. Travesseiros de lado, sapatos jogados. E ela ali, estática, na beira da cama.

Pela primeira vez ela tentou escutar seu coração, sábio conselheiro de sua eterna confusão, e não escutou. Só ouvia o silêncio de paz e vazio, mistura complexa... Silêncio que ela não sabia identificar, esse era desconhecido demais para ela. E lá vem a fisgada do medo.

Mais um raio de sol lhe acertou. Olhou pro lado e a cena de serenidade lhe atingiu em cheio. Não conteve um sorriso. Agora era isso, o coração calado, um sorriso no rosto. E a sua maior vontade era deitar outra vez. Mas já era dia demais pra viver sonhos.

Um beijo leve. Outro despertar. Me leva embora. Fica. Não posso, estou indo. Calçou os sapatos, ajeitou o cabelo, se encheu de orgulho e assim se foi. Mas dessa vez ela saiu sabendo que voltaria e sentiu um medo bom como nunca sentiu antes.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Então eu me acho.

.
Que mania é essa, coração, de não estar onde estou? De não saber o que quer? De me render essa eterna inquietação? Eu rodei o mundo e me achei em tantos lugares... Mas, eu nunca estava em lugar nenhum.

Assim se vai uma vida de busca incessante e incompleta. Uma quase agonia, uma quase satisfação. E enquanto eu achava que me tornava um "quase tudo" -Com a licença da Dona Clarice- acabei me tornando o tudo, sem quase nenhum.

Hoje, carrego comigo sorriso de quem andou por mundos distintos e aprendeu, a duras penas, que felicidade mesmo é não se prender a lugar nenhum, só é preciso não se perder de si mesmo.

Experimente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

.

.
Desde quando me é tão difícil conseguir escrever se tudo não me cala a mente?

...
Eu não gosto tanto de você assim
Mas sempre que você se afasta de mim 
Eu confesso que já não consigo te esquecer, menino.
[Arrivederci - Moreno Veloso]

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Re.reencontro

É bom lembrar que ninguém morre de amor.

Faz tanto tempo mas eu nunca esquecerei o desespero do nosso fim. As nossas buscas incansáveis de um pelo outro, as fotos rasgadas, cartas devolvidas, beijos roubados. De tantos encontros no fim de tarde. Das brigas, choros que terminavam em beijos. Dos adeus sem nuca irmos. Era desesperador.

Foi tão difícil superar. Sempre era mais fácil esquecer os erros do que os nossos sonhos, planos, desejos, nós. Era bom porque era impossível? Nunca saberemos.

A verdade é que te ver hoje me fez mais forte. Mostrou que não acelera mais o coração, as mãos não tremem e que toda paixão boa, como foi a nossa, tem final feliz.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Jogatina.

A verdade é: Eu vivo de isola!

Não gosto de jogar longe do meu play. Das minhas regras. Do que é meu. Não gosto, não quero e não vou. Sabe aquelas crianças chatas que não sabem perder? Ainda sou assim! Sempre serei. Não quero mudar. Pelo menos eu aviso antes. Te dou o direito de escolha: ou vem jogar comigo e as minhas leis ou cai fora da brincadeira!

Sem grandes complicações, sem dramas. Segundas chances são difíceis. Sempre tem time de fora, não dá para ficar chamando quem inventa de sair no meio da partida, sabe como é. Desculpa. Se quiser voltar vai ter que reconquistar seu lugar, mostrar mais força, mais eficiência, mais vontade de ganhar. Não ache que eu volto atrás.

Não vou chamar ninguém de volta pro jogo. Sou orgulhosa, teimosa E mulher detalhe importante. Não vou querer medir força, se quiser fazer isso pode abandonar o jogo porque é caso perdido. Continuarei defendendo minhas regras até o final.

Importante, não me dê tempo de pensar demais. Acabo, involuntariamente, traçando antigas novas estratégias, e endurecendo, cada vez mais, as partidas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

minimalize!

Você quer saber?

Sinceramente?

Eu não quero saber!

Por um mundo menos irritantes e sem tantas informações inúteis.