Então, num lapso tudo se esvai. Correndo feito sangue em veia, só não mais circular. Fica essa alma pálida, vazia, perdida. Confusão tua, minha.. Eu já não sei.
Me perdi, confesso, entre o que sou, fui e quis ser. Me perdi em ser quem você quis e no que me tornou. E nesse emaranhado, me prendi na teia dos seus erros tecendo os meus juntos, sem ver, muito mais letais, se não para você, pelo menos para mim.
Agora estamos aqui, presos juntos em lados opostos. Nesse zigue-zague de amor e dor. De carinho e desprezo. Nessa vontade de ir, voltar, de querer ficar. De voltar no tempo, de faze-lo passar. Vontade inútil de mudar passado e futuro.
Eu sei, meu amor, aprendi a duras penas, arrependimento não resolve nada. Não faz doer menos. nem aqui nem ai. Mas corrói muito e bem rápido. Me deixe remediar, mesmo os males irremediáveis, para que não se façam cinzas essas ferrugens feias e sem graças que deixamos aparecer.
"para que não se façam cinzas essas ferrugens feias e sem graças que deixamos aparecer. "
ResponderExcluirfodaaaaaa! :)