sábado, 9 de abril de 2011

Tato

Não são as quedas, os arranhões, as feridas que me dão medo.
Eu tenho mesmo é medo do não sentir.
Da mesmice, do morno, do que não causa impacto.
Tenho pânico de coração vazio, de solidão acompanhada, do mais ou menos.
Eu sou extremos mesmo, exagero puro, eterno e nunca mais. Nunca o meio.
Sou nunca, sempre, o tempo todo. Até daqui a pouco.
Aí eu mudo de ideia. Mudo tudo, me re-invento e invento de novo.
Troco as regras, os tempos, troco de lugar. Te deixo pra lá e te puxo de volta.
Para acabarmos sempre no mesmo lugar, não importa.
O que me importa é o verbo sentir. Qualquer machucado se cura com um sentimento novo.
"Porque paz é tempestade".

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