domingo, 5 de dezembro de 2010
tinta e letra.
As unhas vermelhas
Em páginas brancas.
A boca nas letras.
Tão alheia ao mundo.
parecia sereia.
sentada num mar de concreto
o coração de poeira.
Sorria, sozinha,
toda aquela tinta!
E o seu auto retrato,
perdia-se nos livros
que nunca leria.
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