sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

detalhes

o primeiro batom vermelho a gente nunca esquece.










eles dão sorte, então?!  ;)


[As 5:30, depois de uma noite dessas,não dá pra dizer muito mais!]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cicatriz.

Vestiu-se com seu melhor sorriso e andou por aquelas ruas vazia. A estranheza estava estampada no olhar da multidão que a assistiu passar. Ela estava perdida demais para perceber. Tudo que podia ver era o infinito da sua confusão.

O erro foi dela, sabia disso. Sabia como consertá-lo. Sabia, exatamente, o que fazer e queria fazê-lo. Queria... queria...  E nesse querer os dias passavam... Esse orgulho latejava na cabeça e guiava cada vez mais para longe de onde ela queria ir.

De dia, mais um mês.

Agora, os meses já eram anos. O vazio já dava espaço para novos sentimentos, que nunca foram nomeados. Depois da confusão, chegaram as dúvidas. Por fim, tudo foi se ajustando e se acalmando. Ela se contentou com o conformismo habitual e as coisas seguiram seu rumo. (Natural?)

Mas a culpa ainda estava lá, escondida nos passos errados. Era tão evidente, tão estampado nela que poucos se faziam capaz de ver.

Estava ali... Estampado nos sorrisos das lembranças. No brilho dos olhos toda vez que falava. Na respiração acelerada pela proximidade. Estava ali... Como sempre esteve.

De todos os erros esse era o único que ainda lhe doía n’alma. Era sua tatuagem mais bonita. Inapagável... Assim como o amor que lhe ficará no peito.

Após tanto tempo a única certeza que se mantinha é que não importava qual volta o mundo desse eles estavam sempre juntos, de um jeito que ninguém conseguia explicar.

[E quanto mais velho fica, mais verdadeiro é!]

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

novo vício

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A noite tem tudo para ser uma completa furada!
Você anima suas amigas, aquelas que no mínimo renderão boas risadas, pega uma dose de coragem e duas de catuaba e vai! Agradável surpresa. O que tinha tudo para ser trash se transforma em uma noite que você não quer terminar. E vai embora com a promessa de voltar semana que vem.

Ah... O forró é sempre bom! (tá, nem sempre. aquele era!)

No fim das contas o que conta mesmo e o vestido rodado, o xote swingado e amigas super.animadas!

... mas nunca dance com o amigo do cara que filma. Fica desagradável!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mil perdões.

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São bares e tantas mesas. Copos e copos cada vez mais cheios. São pessoas demais sempre mais vazias. Suas roupas da moda, seus corpos perfeitos, seus sorrisos milimétricos... É muito barulho para pouco conteúdo. Me perdoem, passei da idade...

Mentira! Não passei da idade nada! Só perdi a paciência, a boa vontade, o sabe-o-que que eu já tive um dia. Eu até consigo, simplesmente não quero mais. Não quero aturar esse seu papo furado. Saber do seu carro novo nem sobre a última moda badalada da cidade.

De que me adianta mesas tão cheias se eu só vejo o vazio e tenho uma vontade avassaladora de ir para casa. Sinto falta de livros, de filmes, de músicas, de qualquer coisa que seja não estar ali. Logo eu, que tanto gosto de pessoas!

Há de existir, em algum lugar perdido, um canto mágico, onde as risadas são de verdade, os assuntos são interessantes, onde as pessoas se encaram pra conversar sem essa necessidade infinita de flerte. Um lugar em que a minha querida cerveja gelada seja o menos importante. O meu mundo. Pois, de verdade, faz tempo que deixei de pertencer ao que estou.

[Isso é tão mais seu que meu! Mas eu precisava falar hoje.]

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O que mais fala.

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Não acredito que o problema seja falta de palavras. Acho mesmo que é o excesso; de palavras, do que dizer, de sentimentos, de ideias prontas. A má formulação é problema sério. Existe tanto a ser dito, tanto mal resolvido que aquilo começa a incomodar a alma. E cresce até ser insuportável demais para permanecer ali. Você decide falar, não tem outra saída! Respira fundo e vai.

Frente a frente, só o incomodo silêncio. Você precisa falar dessa vontade de ficar, de ir embora, do arrependimento, do orgulho, de desculpas, de culpas. É ódio, é amor... É descaso.

As palavras atravessam sua mente, insanamente, fazendo uma oração completa, um texto direto, sem duplo sentido. Rápido demais pra conseguir pronunciar. Você sabe que esta ali, chega a ouvir a enxurrada muda que sai de você.

Nesse silêncio ensurdecedor, cheio de palavras mudas gritando que se diz tudo o que precisa dizer, sem nada falar. E lá se vai você com a sensação de dever cumprido e o coração em paz, nem sempre resolvido mas sempre completo. Para quem escuta fica o vazio, as dúvidas, o nada dito, nada entendido... Mas já não é problema seu. Cada um que se resolva como der.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Encontro de assombrar o coração - ele sempre volta.

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Ninguém seria capaz de entender o que ela estava fazendo ali, nem mesmo ela. Mas a noite nunca para. Pega uma bebida no bar! Poucos velhos conhecidos pra cá, vários novos pra lá... Seria melhor algo mais forte?
E lá se vai pra pista, dançar sempre resolve... Calor demais, estou indo para fora...
Ela parou. Ali estava aquele olhar tão conhecido. E o sorriso. Ah, aquele sorriso! Seu coração acelerou, tentou respirar fundo mas perdeu o ar. Ele tinha o dom de a fazer sentir como uma adolescente com seu primeiro amor.

Frio na barriga e abraços. Não esperava te ver aqui. Como vai? Sorrisos. Ele também estava perdido ali. Nunca seria o seu lugar. Eles eram tão tolos juntos. E tão parecidos.
Ela se afastou, precisava respirar, pensar e, desesperadamente, ficar longe daquele sorriso. Mas era ímã! E os amigos eram todos incomum. Coisas do destino!

Amigos, risos, conversa, noite à dentro, e pronto. Estavam os dois sozinhos. Ela e ele, e todos aqueles fantasmas. Conversaram sobre astrologia, cigarros, bares, política. Qualquer coisa que fingisse ser disfarce.
Mas o silêncio sempre aparece. Não o silêncio cheio de constrangimento, ele era cheio de segredos, de cumplicidade, de desejo, de passado e futuro, do que se nega, do que sabe-se e finge que não. E para eles, esse silêncio falava demais.

E os olhos se encontram.-não sorri. por favor, não sorria. Droga ele sorriu.- e ela já tem um sorriso, é involuntário. Os dois. frente a frente. silêncio. Olhos encontrados. Sorrisos compartilhados.
- É.. ham.. vou ali comprar uma água.
- Ah. Tá... então.. Eu acho que vou embora.
- Bom te ver. 
- Sempre é.
Abraços, beijos. Adeus.

Ninguém saberia, só eles. Mas eles sempre iriam fugir.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Papo sério.

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Que mania chata é essa de perfeição? Por que é tão difícil aceitar seus próprios defeitos? Já diria minha querida Clarice "nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro". Particularmente, morro de preguiça de pessoas sem defeitos. O bom é ter suas falhas, seu pontinhos de fraqueza, ser humano é muito bom.

E também não me venha com esses defeitinhos prontos, gravado para entrevistas de empregos e para conquistar novas paixões. "Ah, eu sou muito perfeccionista, muito detalhista, demoro a confiar nas pessoas" ...
Blá. Quanto papo furado! Você pode mesmo até ser tudo isso, mas esses não são seus maiores defeitos, nem mesmo os mais relevantes. Você sabe, eu sei, então, vamos pular essa parte?!

Pessoas só são interessantes pelas complexidades. Como então negar os defeitos? Esconde-los? Quero saber é de gente que acorda mal-humorada, que odeia limpar as coisas e acaba deixando tudo uma grande bagunça, gente que come demais e por pura gula, que detesta fazer exercícios- mesmo que os façam- gente egoísta, ciumenta, indecisa, insegura, convencida, sem ego, com ego demais, imaturo... Quero os defeitos de verdade. Aqueles que queremos mudar ou os, que dizem, que deveríamos querer.

Me conte do seu péssimo gosto musical, dos livros cultos que você nunca entendeu, de como você detesta as músicas do Buarque, dos musicais que você acha chato, das peças teatrais que te dão sono, dos quadros famosos que você acha que são pintura de criança. Confesse que você gosta do Big Brother, que conhece a letra de vários funks bizarros, que já sofreu por amor, que já fez alguém sofrer, que já traiu, que acha que já foi traido.

Pode contar que você não segue os padrões esperados. E que não é para ser diferente. Pelo contrário, é só por ser normal. - Sinto lhe informar toda essa sua loucura também faz parte do "ser normal" que você tanto quer fugir.

Por favor, só se aceite. Aceite o que você é, o que você gosta, o que não gosta. Não, não é o papinho de "seja você" sempre somos nós, droga. A questão é simplesmente aceitação! Não seja perfeito, não seja diferente, não seja bizarro, não seja. Deixe ser. E deixe ser tudo, por favor, principalmente o que você tanto quer mudar. Vai ver é isso que lhe dá todo o charme!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como faz?

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    Minha fome por livros começou quando eu era nova, muito nova.(acho que por culpa do Cabe na mala .Que ainda se encontra guardadinho na minha caixa de passados!)
     O problema disso é que gente nova tem a mania de ser afobada e de, ainda, não ter essa pretensão de ser culto, de discutir sobre os temas com razão de causa. Essa arrogância vamos ganhando com o tempo. Criança só que saber de descobrir, sem ligar muito para todos os por menores.E assim, eu fui.
    Eu queria era saber da história. De um personagem, de outro, e de mais outro. Mal importava o título do livro, quem dirá olhar autor. Seguia sempre a mesma rotina: Pegava o livro, na ordem da prateleira, olhava a capa -é. é. Já julguei vários livros pelas capas. sem hipocrisia - lia a última página e me decidia por ele ou passava pro próximo.
     Mas os livros de bibliotecas de escolas acabam rápido e você acaba tendo que passar para os livros ainda não apropriados pra sua idade. E então vem um outro grande problema, você precisa aprender a ler rápido, antes que sua mãe descubra e te faça devolve-lo sem acabar de ler, e conseguir manter todo o relacionamento com o livro.
     Foi nesse clima de ler rápido, de apreciar cada momento de livros que eu não deveria estar lendo, e de não dar a mínima atenção para os autores que eu li um dos livros mais extraordinários até hoje... Mas essa precocidade me cobra um preço alto:
     Eu não sei quem foi o autor, já não lembro o nome do livro. E não me recordo os detalhes da história. Hoje em dia tenho uma vontade enorme de adquiri-lo pra guardar de recordação, reler, dar pra alguma criança... A verdade é que vai ficar na lista de desejos não realizados e das recordações boas.

Mais um amor mal resolvido na minha vida! =/

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quadrilha. :)


Ah, Drummond... sua quadrilha ficou velha e um tanto quanto démodé!

A minha é muito mais divertida.


*a gente se entende!


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João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili, que não amava ninguém.


João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

[Carlos Drummond de Andrade]

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

tanto som.

- eu queria mesmo era falar de beija-flor!-





E se voltar te dou café
Preliminar com cafuné
Pra deixar teu dia mais gostoso
Pode almoçar o que quiser
E repetir, te dou colher
Faz aquele jeito carinhoso
Deixa pintar o entardecer
E o sol brincar de se esconder
Tarde e chuva eu fico mais fogosa
E vá ficando pro jantar
Tu vai ver só, pode esperar
Que a noite será maravilhosa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

silêncio

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Quem será que pelo menos por um dia na vida não se sentiu tão perdido, tão sem rumo.
Não ficou só mudo. Perdeu todas as palavras, perdeu o poder de formar palavras, até mesmo de raciocinar.
Perdeu tudo. De momento, de.repente, perdeu tudo, se perdeu do mundo.
Perdeu-se até de si mesmo.
Sobrou esse sentimento estranho, que nunca saberei nomear.
Uma espécie de vazio. Maior do que o próprio vazio.
Uma solidão muito bem acompanhada... de monstros e fantasmas.
E por orgulho e ego prendeu o choro na garganta e sorriu pro mundo.
Aumentou a própria aflição pra que ninguém soubesse que a alma estava ferida.
Raros são aqueles que conseguem penetrar num mundo desses.
Sorrir, estender a mão, e fazer, passo a passo a dor passar.
Raríssimos e caros são os que sabem fazer isso. E o fazem.


Forget.


I need you.