Vestiu-se com seu melhor sorriso e andou por aquelas ruas vazia. A estranheza estava estampada no olhar da multidão que a assistiu passar. Ela estava perdida demais para perceber. Tudo que podia ver era o infinito da sua confusão.
O erro foi dela, sabia disso. Sabia como consertá-lo. Sabia, exatamente, o que fazer e queria fazê-lo. Queria... queria... E nesse querer os dias passavam... Esse orgulho latejava na cabeça e guiava cada vez mais para longe de onde ela queria ir.
De dia, mais um mês.
Agora, os meses já eram anos. O vazio já dava espaço para novos sentimentos, que nunca foram nomeados. Depois da confusão, chegaram as dúvidas. Por fim, tudo foi se ajustando e se acalmando. Ela se contentou com o conformismo habitual e as coisas seguiram seu rumo. (Natural?)
Mas a culpa ainda estava lá, escondida nos passos errados. Era tão evidente, tão estampado nela que poucos se faziam capaz de ver.
Estava ali... Estampado nos sorrisos das lembranças. No brilho dos olhos toda vez que falava. Na respiração acelerada pela proximidade. Estava ali... Como sempre esteve.
De todos os erros esse era o único que ainda lhe doía n’alma. Era sua tatuagem mais bonita. Inapagável... Assim como o amor que lhe ficará no peito.
Após tanto tempo a única certeza que se mantinha é que não importava qual volta o mundo desse eles estavam sempre juntos, de um jeito que ninguém conseguia explicar.
[E quanto mais velho fica, mais verdadeiro é!]
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