sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mil perdões.

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São bares e tantas mesas. Copos e copos cada vez mais cheios. São pessoas demais sempre mais vazias. Suas roupas da moda, seus corpos perfeitos, seus sorrisos milimétricos... É muito barulho para pouco conteúdo. Me perdoem, passei da idade...

Mentira! Não passei da idade nada! Só perdi a paciência, a boa vontade, o sabe-o-que que eu já tive um dia. Eu até consigo, simplesmente não quero mais. Não quero aturar esse seu papo furado. Saber do seu carro novo nem sobre a última moda badalada da cidade.

De que me adianta mesas tão cheias se eu só vejo o vazio e tenho uma vontade avassaladora de ir para casa. Sinto falta de livros, de filmes, de músicas, de qualquer coisa que seja não estar ali. Logo eu, que tanto gosto de pessoas!

Há de existir, em algum lugar perdido, um canto mágico, onde as risadas são de verdade, os assuntos são interessantes, onde as pessoas se encaram pra conversar sem essa necessidade infinita de flerte. Um lugar em que a minha querida cerveja gelada seja o menos importante. O meu mundo. Pois, de verdade, faz tempo que deixei de pertencer ao que estou.

[Isso é tão mais seu que meu! Mas eu precisava falar hoje.]

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