domingo, 16 de janeiro de 2011

Encontro de assombrar o coração - ele sempre volta.

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Ninguém seria capaz de entender o que ela estava fazendo ali, nem mesmo ela. Mas a noite nunca para. Pega uma bebida no bar! Poucos velhos conhecidos pra cá, vários novos pra lá... Seria melhor algo mais forte?
E lá se vai pra pista, dançar sempre resolve... Calor demais, estou indo para fora...
Ela parou. Ali estava aquele olhar tão conhecido. E o sorriso. Ah, aquele sorriso! Seu coração acelerou, tentou respirar fundo mas perdeu o ar. Ele tinha o dom de a fazer sentir como uma adolescente com seu primeiro amor.

Frio na barriga e abraços. Não esperava te ver aqui. Como vai? Sorrisos. Ele também estava perdido ali. Nunca seria o seu lugar. Eles eram tão tolos juntos. E tão parecidos.
Ela se afastou, precisava respirar, pensar e, desesperadamente, ficar longe daquele sorriso. Mas era ímã! E os amigos eram todos incomum. Coisas do destino!

Amigos, risos, conversa, noite à dentro, e pronto. Estavam os dois sozinhos. Ela e ele, e todos aqueles fantasmas. Conversaram sobre astrologia, cigarros, bares, política. Qualquer coisa que fingisse ser disfarce.
Mas o silêncio sempre aparece. Não o silêncio cheio de constrangimento, ele era cheio de segredos, de cumplicidade, de desejo, de passado e futuro, do que se nega, do que sabe-se e finge que não. E para eles, esse silêncio falava demais.

E os olhos se encontram.-não sorri. por favor, não sorria. Droga ele sorriu.- e ela já tem um sorriso, é involuntário. Os dois. frente a frente. silêncio. Olhos encontrados. Sorrisos compartilhados.
- É.. ham.. vou ali comprar uma água.
- Ah. Tá... então.. Eu acho que vou embora.
- Bom te ver. 
- Sempre é.
Abraços, beijos. Adeus.

Ninguém saberia, só eles. Mas eles sempre iriam fugir.


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