sábado, 31 de dezembro de 2011

31 -- 00 -- 01

Eu não sei de onde nasceu essa crença louca e deliciosa de que a diferença de um minuto é capaz de mudar tudo. E também não é relevante.

O fato, concreto, é que as 7 ondinhas, as rosas brancas no mar, o explodir dos fogos e da garrafa de champagne destroem os atropelos do ano que passa e me enchem a alma de esperanças, de promessas , de velhos sonhos...

Deixe, então, esse 2011-sem graça-ir embora, pois, pelo visto, não deixará saudade em ninguém. Seus bons momentos estarão para sempre estampados em minh'alma e de resto, bom, resto é sempre resto!


Quero o gosto do novo. De um 2012 branco. Quem me arrebenta cheio de promessas e bons presságios.
Ano de fim de mundo... Fim de tudo que já não cabe mais... Fim de tudo que já não quero mais.
Que venha o novo, o recomeço, o que for.


E que o brilho da virada permaneça brilhante, até o próximo ano novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Re_corrente

Já era hora passada de limpar a poeira dos cantos, remexer na alma e nas letras. Fingir que dessa vez voltaria para ficar,como todas as vezes... Mesmo que daqui a  pouco ela abandonasse tudo - como todas as vezes.

O importante é que ela vai, e sempre volta. Volta com os raios de sol e de felicidade.

Jé é hora passada...

Fica combinado assim: vai ser pra sempre. "Mas sempre não é todo dia - como diz Oswaldo."

domingo, 26 de junho de 2011

Sentir-se amado



O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. 
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. 

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? 

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. 


................................................[Martha Medeiros]

domingo, 19 de junho de 2011

O que tinha que ser.

Tenho estado tão relapsa com as palavras. O excesso é sempre mais silenciador do que a falta delas.
Ou então, é só porque não preciso de muita fala. Preciso de um sorriso, de um olhar... E o silêncio presente diz mais do que qualquer fala que possamos pronunciar.



"Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher.
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser."

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Que país é esse?

É tanto clichê, eu sei, mas esse país, as vezes, me parece um clichê sem fim. Não sei se entristeço ou se me revolto.

Vejo, hoje, um bando de gente com rostos vermelhos e olhos irritados, de tanta fumaça e piementa na cara, olho os hematomas, roxos e inchados, das balas de borracha, sei das pessoas detidas- temendo por quanta agressão sofrerão- fico sabendo de gente hospitalizada. E ouço, quase enlouquecidamente, um tanto de gente dizer que os estudantes estavam errados em fazer o que fizeram.

E eu me pergunto "o que?". Não foi a primeira manifestação, não foi a primeira tentativa de conversa. Eram vários estudantes, lutando por um direito, não só deles e, sim, de qualquer cidadão, querendo mais do que a diminuição da tarifa, querendo uma conversa com o governador, vice, ou qualquer autoridade responsável. Não eram muleques, desoculpados, sem o que fazer, irresponsáveis, inconsequentes. Não utilizaram de agressão, ameaça ou qualquer artificio do gênero.

Estavam ali, no meio da rua, munidos de voz, cartazes e vontade de ter um estado melhor e mais digno onde o povo possa ser ouvido sem precisar parar ruas e avenidas. Exercendo um direito, garantido pela constituição do meu amado Brasil.

Eis que então chega a polícia, batalhão de choque, batalhão de missão especial, com ordem daqueles que não foram dignos de uma conversa. E com eles chegam as bombas, de gás e pimenta, as balas de borracha, a agressão, o abuso de poder, ouvi-se dizer que "direito é o cacete" quando alguém grita que estão dentro do direito deles. E atiram, lançam, jogam, abusam para todos os lados. Para cima dos manifestantes, para quem passava pelo local, para dentro da Universidade Federal (e lá se vai mais uma lei sendo violada), para o Teatro da universidade que se encontrava cheio de crianças. Atigem estudantes e reitor da universidade, crianças e idosos.

Eles mostram, para quem quiser ver, sua grande eficiencia contra o crime...Ah... Quase esqueci que não vivo na ditadura e que protestar não é crime. Assim sendo, eles provam o enorme despreparo e intransigência. O ato agora deixa de ser contra a passagem e passa a ser muito maior. Passa a ser contra essa vergonha de estado, de governo...

E, então, outra vez, para entristecer um pouco mais, vejo uma população apática, quase revoltada com a manifestação pois os estudantes fecharam a avenida e atrapalharam o trânsito. Quer dizer que atrapalhar o trânsito é revoltante mas a ação do BME não tem problema?

É, meu Brasil amado, enquanto esse povo for do jeito que é, você jamais irá para frente. Depois vejo pessoas reclamando de político corrupto, de violência, de falta de educação, disso e daquilo. Mas cadê o povo na hora de dizer "não", "agora chega"? Cadê o povo na hora de cobrar uma atitude do governo?

Fica esse povo, acomodado, que reclama de tudo, mas não move um carro, ou dez passos, do lugar para procurar e exigir o que lhes é de direito. E quando alguém faz isso, eles acham ruim. Acham inconsequente e leviano... Até quando teremos um povo com tamanhas vendas nos olhos?! Até quando o Brasil será ESSE país? Não é o governo que precisa mudar... Enquanto esse povo for assim, não há mudança no governo que sane os problemas.

E, mais um grande clichê, cada país tem o governo que merece... Mas, meu Brasil, você hoje é esse grande, triste, clichê.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mulheres mil

Vivo em um mundo de mulheres bem-resolvidas. MUITO bem-resolvidas, por sinal. Mulheres que vão para onde tem vontade de ir, na hora que tem vontade- ok. quando o clima deixa, ou o dinheiro, bem-resolvidas mas ainda não deusas- que decidem o que querem sem grande dificuldades. Usam as roupas que estão com vontade independente de estarem na moda ou não. Mulheres que usam salto alto ou tênis no rock, sem perder o glamur. Que bebem, de cachaça a champagne sem quase perder a compostura. Elas que já assustaram rapazinhos quando eles descobriram que procuravam por cachaça e que a cachaça não era uma palavra genérica, era cachaça mesmo. Mulheres que usam rosa em show de rock. Que vão em rock, forró, pagode, funk ou qualquer outro som que dê vontade.

Estou nesse mundo cercada por mulheres assim; seguras de si, lindas e bem-resolvidas. Até que...

Até que me surge um outro alguém. Pronto. Eis que elas desmoronam. Me impressiona.
Elas se tornam inseguras, imaturas, irreconhecíveis. Perdem o jeito, o charme, são capazes, até, de se perderem. De repente, elas não sabem como agir, se confundem, ficam buscando trejeitos, pistas para seguir. Param de ditar as regras e só obedecem o jogo.

E eu fico ali, atônita, querendo saber qual o motivo disso tudo? Qual a complexidade de pensar um pouco menos e deixar as coisas irem. Sem drama. Sem pressa. Sem pressão. Deixa tudo ser. Ser mais um dia. Mais um mês. Ser mais... Sem se tornar menos. Ser pelo tempo que for bom. E quem sabe se eternizar, mesmo que desmorone depois de uma hora ou se durar até um amanhã que jamais chegará.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cada fim um novo começo.

"A decepção vira mágoa que se torna um incômodo que se transforma em nada. Eu? Eu quero paz e luz." [Ana Beatriz Miranda]

É sim, o mais bonito da vida... Essa arte de sentir, sentir intensamente, com cada molécula fria do ser. É ser humano. E por sentir, tanto e demais, tão desesperador, é que nos enchemos de meios sonhos, nos contentamos com meias verdades, nossas verdades inteiras. E nos deixamos ir, no nosso turbilhão de sinceridades, nas mentiras alheias.

Não demora não, amor. O destino implacável e justo tira todas as máscaras e devolve a pureza pr'aqueles que ainda sofrem a doença irremediável da humanidade: a fé!
Ah, essa fé, nos outros na vida, sempre direi é ela que me faz crer em pessoas de boa-fé. Será ela, sempre a responsável por toda a minha desilusão. Desilusão... só porque por um dia eu tive fé em algo melhor do que a tua essência podia ser.

Mas, não tem nada não, amor. É a mesma fé que me destrói a que me mantém. Inteira, juntando os meus cacos. E deixa o tempo passar... é a mesma fé que te apaga, que te leva, tão leve, deixando os traços incomodos até um dia ser nada.

E da vida, eu volto feito fênix, ainda mais bela, ressurgida das cinzas. Cinzas suas que foi fogo, brasa, cinzas até enfim, se tornar só o pó que me serviu de recomeço.

sábado, 7 de maio de 2011

Todas as noites

São 6:41 a.m. E eu acabo de entrar em casa.
Eu só precisava registrar uma coisa aqui:
Ahhhhh, entrelinhas, tão tortas!


Todas as noites são iguais
Os meninos satisfeitos
E as meninas querem mais
Sonhos caem como chuva
E é tarde de mais
E eu não consigo dizer não
Hoje à noite tudo pode acontecer
Quem olhar nos olhos
Vê bares e sedução
Num canto escuro
Pequenos goles de solidão
A noite esclarece o que o dia escondeu...
O que o dia escondeu...
Meia noite, noite inteira
3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora mas eu
Sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais
Todas iguais
Todas as noites são iguais
De longe os disfarces
Parecem reais
Mãos me vestem como luva
É tarde demais
E eu não consigo dizer não
Hoje à noite é cedo até amanhecer
Quem olhar nos olhos
Vê estrelas no chão
Num canto escuro
Pequenos goles de solidão
A noite esclarece o que o dia escondeu...
O que o dia escondeu
Meia noite, noite inteira
3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora mas eu
Sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais
Todas iguais ná, ná, ná...
Meia noite, noite inteira
3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora mas eu
Sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PSICOPATA ON:

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"Eu juro que, se eu pudesse, te guardaria em uma caixinha de vidro em cima da estante"

sábado, 23 de abril de 2011

Escolha. -ou não

"Mas é meio que uma exigência sua. Não restam opções."

Ei, não é isso que é a vida? Uma punhado de exigências -sem razões, sem noções e sem grandes explicações- que nós levam em ondas de decisões.

Mas opções, sempre existem! Pare com esse conformismo. Olhe em volta. Você pode escolher seguir ou não as exigências feitas. E essa, para mim, é sempre a principal opção! Acho, mesmo, que é sempre uma questão de vontade. De prioridades. As exigências estarão pelo caminho, o tempo todo, de todos os lados. Essa é a regra!

O bom é fazer as escolhas certas. E escolher as melhores opções.
Qual é a melhor?   Sempre irei optar pelo que me for mais sincero, mais fiel a mim mesma, que me trouxer mais risadas. Mesmo que acabe em choro.

E essas são as MINHAS exigências. A opção é sempre SUA! ;)

sábado, 9 de abril de 2011

Tato

Não são as quedas, os arranhões, as feridas que me dão medo.
Eu tenho mesmo é medo do não sentir.
Da mesmice, do morno, do que não causa impacto.
Tenho pânico de coração vazio, de solidão acompanhada, do mais ou menos.
Eu sou extremos mesmo, exagero puro, eterno e nunca mais. Nunca o meio.
Sou nunca, sempre, o tempo todo. Até daqui a pouco.
Aí eu mudo de ideia. Mudo tudo, me re-invento e invento de novo.
Troco as regras, os tempos, troco de lugar. Te deixo pra lá e te puxo de volta.
Para acabarmos sempre no mesmo lugar, não importa.
O que me importa é o verbo sentir. Qualquer machucado se cura com um sentimento novo.
"Porque paz é tempestade".

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Apaixonada

Essa insatisfação vai acabar por consumir minha alma!

Eu não sei viver sem paixão, fato concreto.
Não estou falando de homens, dessa carência afetiva-que 90% das mulheres fazem questão de ter, porque, amor, isso é totalmente opcional, acredite- Isso é simples de resolver e é o menor dos meus problemas.

Preciso de paixão de verdade, de perder o juízo, sair cometendo loucuras por ai, ter vontade de dançar no meio da chuva, perder o sono, a fome e o bom senso. Preciso de paixão pro dia-a-dia, pra tudo que é banal. Paixão por si só. Por aquele caos chamado faculdade, pelos textos que escrevo, pelas músicas que escolho ouvir, pelos livros que vou ler...

Preciso me apaixonar, o tempo todo, por qualquer besteira atoa. Ou eu fico assim. Vivendo esse morno. Essa monotonia. Tudo é tão obvio, tão previsível. Como ninguém mais consegue ver?!

Eu não sou desse mundo, só pode. Por favor, Dona vida, devolva-me a paixão e me tire dessa insatisfação permanente ou eu não aguento, não!

domingo, 27 de março de 2011

1,2,3,testando!

Hoje tudo amanheceu diferente. Era sol queimando, areia, mar, risos, as amizades... E então, quando fui dormir já era dia feito.

Acordar foi estranho. Deveria ser só mais uma tarde normal, não era. Eram verdades me doendo forte. Teus defeitos, que me incomodavam, são, agora inaceitáveis. Tua prepotência, teu ego, tua raiva, teu orgulho, meu desespero. Perdoe-me mas quero mais é que o tempo leve para guardar, em memória, o que foi bom. Antes que estragemos tudo. Irremediavel.


-post curto de um celular-

quarta-feira, 23 de março de 2011

-deixe o seu título-

Então, num lapso tudo se esvai. Correndo feito sangue em veia, só não mais circular. Fica essa alma pálida, vazia, perdida. Confusão tua, minha.. Eu já não sei.

Me perdi, confesso, entre o que sou, fui e quis ser. Me perdi em ser quem você quis e no que me tornou. E nesse emaranhado, me prendi na teia dos seus erros tecendo os meus juntos, sem ver, muito mais letais, se não para você, pelo menos para mim.

Agora estamos aqui, presos juntos em lados opostos. Nesse zigue-zague de amor e dor. De carinho e desprezo.     Nessa vontade de ir, voltar, de querer ficar. De voltar no tempo, de faze-lo passar. Vontade inútil de mudar passado e futuro.

Eu sei, meu amor, aprendi a duras penas, arrependimento não resolve nada. Não faz doer menos. nem aqui nem ai. Mas corrói muito e bem rápido. Me deixe remediar, mesmo os males irremediáveis, para que não se façam cinzas essas ferrugens feias e sem graças que deixamos aparecer.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Estranho.

Sentir saudade, por si só, já não é umas das melhores coisas do mundo. Mas ruim, ruim mesmo, é quando você não sabe do que esta sentindo saudade. É um misto de tantas sensações e de sensação nenhuma.

Vem a saudade daquele dia de chuva, praia e beijo, dos dias de infância, da música de girassol na préescola, saudade daquele amigo que você nunca mais soube, daquele amor que morreu e daquele que você guardou com você. Saudade dos lugares pelos quais você passou férias e dos que só visitou. De picolé de limão e porta de locadora. De baile de interior. Das paixões platônicas. Saudade de quem esta longe e saudade maior ainda de quem esta perto. Saudade daquele sorriso desconhecido no meio da rua, no barzinho... Do primeiro amor. Saudade do primeiro namoro. De tudo que foi primeiro. Do que foi meio. Do que foi último. Saudade... Saudade... Saudade.

E mesmo assim, lá no fundo, onde só você chega, sabe-se que não é nada disso. Não adianta, por mais que se tente arrumar um motivo para a saudade, ele não existe.

É essa saudade chata, incomoda e quase desesperadora daquilo que você ainda não viveu. Dos lugares que você ainda não esteve. De quem você ainda não conheceu. Saudade daquilo que você sabe que é seu, que esta vindo e você sente chegando - mesmo sem saber, ao certo, o que é.

E a vida já me ensinou... Quando essa saudade começa a inquietar a alma, e seu coração se entorta entre saudade, ansiedade e euforia... É melhor estar preparado.


E a vida nunca me enganou! ;)

segunda-feira, 14 de março de 2011

tempo meu.

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Sinto, novamente, o abandono das ideias.
O silêncio das frases gritantes presas em minha garganta que se recusam a sair.
E tudo fica turvo, embaralhado, sem sentido... É o grande mau de se ter muito a dizer e acabar não falando nada, quase nunca.

Ou, talvez, eu só sinta essa minha falta de tempo útil e disponível de ficar na frente das letras para, enfim, dizer palavras de novo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

pressa

Ela chegou em casa e nem as malas desfez, cheia de vontade de escrever o que queria eternizar.
O carnaval já acabou, e a folia passou... E ela finalmente dará o tão merecido descanso que o corpo tanto pede para só amanhã poder escrever, com calma tudo o que quer.

Mas o fato é: O mais bonito é o que se carrega quando o carnaval termina.
Essas histórias que ainda não começaram e já se mostram completas me enchem a alma.

Ah, carnaval.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cena qualquer.

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Foi então que ela abriu os olhos, devagar, como só quem já virou madrugadas sabe fazer, sentou-se na beira da cama e esperou os primeiros raios de sol a atingirem. Com o sol, seus primeiros os raios de consciência. Aquelas paredes, o chão, a mesa de cabeceira, celulares de lado, relógio parado...

Era tudo tão estranho. Estranhamente conhecido, mesmo sem ela nunca ter visto antes era como se sempre tivesse feito parte dela. Tão natural... Não, não era. Olhou em volta outra vez. Travesseiros de lado, sapatos jogados. E ela ali, estática, na beira da cama.

Pela primeira vez ela tentou escutar seu coração, sábio conselheiro de sua eterna confusão, e não escutou. Só ouvia o silêncio de paz e vazio, mistura complexa... Silêncio que ela não sabia identificar, esse era desconhecido demais para ela. E lá vem a fisgada do medo.

Mais um raio de sol lhe acertou. Olhou pro lado e a cena de serenidade lhe atingiu em cheio. Não conteve um sorriso. Agora era isso, o coração calado, um sorriso no rosto. E a sua maior vontade era deitar outra vez. Mas já era dia demais pra viver sonhos.

Um beijo leve. Outro despertar. Me leva embora. Fica. Não posso, estou indo. Calçou os sapatos, ajeitou o cabelo, se encheu de orgulho e assim se foi. Mas dessa vez ela saiu sabendo que voltaria e sentiu um medo bom como nunca sentiu antes.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Então eu me acho.

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Que mania é essa, coração, de não estar onde estou? De não saber o que quer? De me render essa eterna inquietação? Eu rodei o mundo e me achei em tantos lugares... Mas, eu nunca estava em lugar nenhum.

Assim se vai uma vida de busca incessante e incompleta. Uma quase agonia, uma quase satisfação. E enquanto eu achava que me tornava um "quase tudo" -Com a licença da Dona Clarice- acabei me tornando o tudo, sem quase nenhum.

Hoje, carrego comigo sorriso de quem andou por mundos distintos e aprendeu, a duras penas, que felicidade mesmo é não se prender a lugar nenhum, só é preciso não se perder de si mesmo.

Experimente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Desde quando me é tão difícil conseguir escrever se tudo não me cala a mente?

...
Eu não gosto tanto de você assim
Mas sempre que você se afasta de mim 
Eu confesso que já não consigo te esquecer, menino.
[Arrivederci - Moreno Veloso]

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Re.reencontro

É bom lembrar que ninguém morre de amor.

Faz tanto tempo mas eu nunca esquecerei o desespero do nosso fim. As nossas buscas incansáveis de um pelo outro, as fotos rasgadas, cartas devolvidas, beijos roubados. De tantos encontros no fim de tarde. Das brigas, choros que terminavam em beijos. Dos adeus sem nuca irmos. Era desesperador.

Foi tão difícil superar. Sempre era mais fácil esquecer os erros do que os nossos sonhos, planos, desejos, nós. Era bom porque era impossível? Nunca saberemos.

A verdade é que te ver hoje me fez mais forte. Mostrou que não acelera mais o coração, as mãos não tremem e que toda paixão boa, como foi a nossa, tem final feliz.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Jogatina.

A verdade é: Eu vivo de isola!

Não gosto de jogar longe do meu play. Das minhas regras. Do que é meu. Não gosto, não quero e não vou. Sabe aquelas crianças chatas que não sabem perder? Ainda sou assim! Sempre serei. Não quero mudar. Pelo menos eu aviso antes. Te dou o direito de escolha: ou vem jogar comigo e as minhas leis ou cai fora da brincadeira!

Sem grandes complicações, sem dramas. Segundas chances são difíceis. Sempre tem time de fora, não dá para ficar chamando quem inventa de sair no meio da partida, sabe como é. Desculpa. Se quiser voltar vai ter que reconquistar seu lugar, mostrar mais força, mais eficiência, mais vontade de ganhar. Não ache que eu volto atrás.

Não vou chamar ninguém de volta pro jogo. Sou orgulhosa, teimosa E mulher detalhe importante. Não vou querer medir força, se quiser fazer isso pode abandonar o jogo porque é caso perdido. Continuarei defendendo minhas regras até o final.

Importante, não me dê tempo de pensar demais. Acabo, involuntariamente, traçando antigas novas estratégias, e endurecendo, cada vez mais, as partidas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

minimalize!

Você quer saber?

Sinceramente?

Eu não quero saber!

Por um mundo menos irritantes e sem tantas informações inúteis.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

detalhes

o primeiro batom vermelho a gente nunca esquece.










eles dão sorte, então?!  ;)


[As 5:30, depois de uma noite dessas,não dá pra dizer muito mais!]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cicatriz.

Vestiu-se com seu melhor sorriso e andou por aquelas ruas vazia. A estranheza estava estampada no olhar da multidão que a assistiu passar. Ela estava perdida demais para perceber. Tudo que podia ver era o infinito da sua confusão.

O erro foi dela, sabia disso. Sabia como consertá-lo. Sabia, exatamente, o que fazer e queria fazê-lo. Queria... queria...  E nesse querer os dias passavam... Esse orgulho latejava na cabeça e guiava cada vez mais para longe de onde ela queria ir.

De dia, mais um mês.

Agora, os meses já eram anos. O vazio já dava espaço para novos sentimentos, que nunca foram nomeados. Depois da confusão, chegaram as dúvidas. Por fim, tudo foi se ajustando e se acalmando. Ela se contentou com o conformismo habitual e as coisas seguiram seu rumo. (Natural?)

Mas a culpa ainda estava lá, escondida nos passos errados. Era tão evidente, tão estampado nela que poucos se faziam capaz de ver.

Estava ali... Estampado nos sorrisos das lembranças. No brilho dos olhos toda vez que falava. Na respiração acelerada pela proximidade. Estava ali... Como sempre esteve.

De todos os erros esse era o único que ainda lhe doía n’alma. Era sua tatuagem mais bonita. Inapagável... Assim como o amor que lhe ficará no peito.

Após tanto tempo a única certeza que se mantinha é que não importava qual volta o mundo desse eles estavam sempre juntos, de um jeito que ninguém conseguia explicar.

[E quanto mais velho fica, mais verdadeiro é!]

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

novo vício

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A noite tem tudo para ser uma completa furada!
Você anima suas amigas, aquelas que no mínimo renderão boas risadas, pega uma dose de coragem e duas de catuaba e vai! Agradável surpresa. O que tinha tudo para ser trash se transforma em uma noite que você não quer terminar. E vai embora com a promessa de voltar semana que vem.

Ah... O forró é sempre bom! (tá, nem sempre. aquele era!)

No fim das contas o que conta mesmo e o vestido rodado, o xote swingado e amigas super.animadas!

... mas nunca dance com o amigo do cara que filma. Fica desagradável!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mil perdões.

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São bares e tantas mesas. Copos e copos cada vez mais cheios. São pessoas demais sempre mais vazias. Suas roupas da moda, seus corpos perfeitos, seus sorrisos milimétricos... É muito barulho para pouco conteúdo. Me perdoem, passei da idade...

Mentira! Não passei da idade nada! Só perdi a paciência, a boa vontade, o sabe-o-que que eu já tive um dia. Eu até consigo, simplesmente não quero mais. Não quero aturar esse seu papo furado. Saber do seu carro novo nem sobre a última moda badalada da cidade.

De que me adianta mesas tão cheias se eu só vejo o vazio e tenho uma vontade avassaladora de ir para casa. Sinto falta de livros, de filmes, de músicas, de qualquer coisa que seja não estar ali. Logo eu, que tanto gosto de pessoas!

Há de existir, em algum lugar perdido, um canto mágico, onde as risadas são de verdade, os assuntos são interessantes, onde as pessoas se encaram pra conversar sem essa necessidade infinita de flerte. Um lugar em que a minha querida cerveja gelada seja o menos importante. O meu mundo. Pois, de verdade, faz tempo que deixei de pertencer ao que estou.

[Isso é tão mais seu que meu! Mas eu precisava falar hoje.]

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O que mais fala.

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Não acredito que o problema seja falta de palavras. Acho mesmo que é o excesso; de palavras, do que dizer, de sentimentos, de ideias prontas. A má formulação é problema sério. Existe tanto a ser dito, tanto mal resolvido que aquilo começa a incomodar a alma. E cresce até ser insuportável demais para permanecer ali. Você decide falar, não tem outra saída! Respira fundo e vai.

Frente a frente, só o incomodo silêncio. Você precisa falar dessa vontade de ficar, de ir embora, do arrependimento, do orgulho, de desculpas, de culpas. É ódio, é amor... É descaso.

As palavras atravessam sua mente, insanamente, fazendo uma oração completa, um texto direto, sem duplo sentido. Rápido demais pra conseguir pronunciar. Você sabe que esta ali, chega a ouvir a enxurrada muda que sai de você.

Nesse silêncio ensurdecedor, cheio de palavras mudas gritando que se diz tudo o que precisa dizer, sem nada falar. E lá se vai você com a sensação de dever cumprido e o coração em paz, nem sempre resolvido mas sempre completo. Para quem escuta fica o vazio, as dúvidas, o nada dito, nada entendido... Mas já não é problema seu. Cada um que se resolva como der.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Encontro de assombrar o coração - ele sempre volta.

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Ninguém seria capaz de entender o que ela estava fazendo ali, nem mesmo ela. Mas a noite nunca para. Pega uma bebida no bar! Poucos velhos conhecidos pra cá, vários novos pra lá... Seria melhor algo mais forte?
E lá se vai pra pista, dançar sempre resolve... Calor demais, estou indo para fora...
Ela parou. Ali estava aquele olhar tão conhecido. E o sorriso. Ah, aquele sorriso! Seu coração acelerou, tentou respirar fundo mas perdeu o ar. Ele tinha o dom de a fazer sentir como uma adolescente com seu primeiro amor.

Frio na barriga e abraços. Não esperava te ver aqui. Como vai? Sorrisos. Ele também estava perdido ali. Nunca seria o seu lugar. Eles eram tão tolos juntos. E tão parecidos.
Ela se afastou, precisava respirar, pensar e, desesperadamente, ficar longe daquele sorriso. Mas era ímã! E os amigos eram todos incomum. Coisas do destino!

Amigos, risos, conversa, noite à dentro, e pronto. Estavam os dois sozinhos. Ela e ele, e todos aqueles fantasmas. Conversaram sobre astrologia, cigarros, bares, política. Qualquer coisa que fingisse ser disfarce.
Mas o silêncio sempre aparece. Não o silêncio cheio de constrangimento, ele era cheio de segredos, de cumplicidade, de desejo, de passado e futuro, do que se nega, do que sabe-se e finge que não. E para eles, esse silêncio falava demais.

E os olhos se encontram.-não sorri. por favor, não sorria. Droga ele sorriu.- e ela já tem um sorriso, é involuntário. Os dois. frente a frente. silêncio. Olhos encontrados. Sorrisos compartilhados.
- É.. ham.. vou ali comprar uma água.
- Ah. Tá... então.. Eu acho que vou embora.
- Bom te ver. 
- Sempre é.
Abraços, beijos. Adeus.

Ninguém saberia, só eles. Mas eles sempre iriam fugir.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Papo sério.

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Que mania chata é essa de perfeição? Por que é tão difícil aceitar seus próprios defeitos? Já diria minha querida Clarice "nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro". Particularmente, morro de preguiça de pessoas sem defeitos. O bom é ter suas falhas, seu pontinhos de fraqueza, ser humano é muito bom.

E também não me venha com esses defeitinhos prontos, gravado para entrevistas de empregos e para conquistar novas paixões. "Ah, eu sou muito perfeccionista, muito detalhista, demoro a confiar nas pessoas" ...
Blá. Quanto papo furado! Você pode mesmo até ser tudo isso, mas esses não são seus maiores defeitos, nem mesmo os mais relevantes. Você sabe, eu sei, então, vamos pular essa parte?!

Pessoas só são interessantes pelas complexidades. Como então negar os defeitos? Esconde-los? Quero saber é de gente que acorda mal-humorada, que odeia limpar as coisas e acaba deixando tudo uma grande bagunça, gente que come demais e por pura gula, que detesta fazer exercícios- mesmo que os façam- gente egoísta, ciumenta, indecisa, insegura, convencida, sem ego, com ego demais, imaturo... Quero os defeitos de verdade. Aqueles que queremos mudar ou os, que dizem, que deveríamos querer.

Me conte do seu péssimo gosto musical, dos livros cultos que você nunca entendeu, de como você detesta as músicas do Buarque, dos musicais que você acha chato, das peças teatrais que te dão sono, dos quadros famosos que você acha que são pintura de criança. Confesse que você gosta do Big Brother, que conhece a letra de vários funks bizarros, que já sofreu por amor, que já fez alguém sofrer, que já traiu, que acha que já foi traido.

Pode contar que você não segue os padrões esperados. E que não é para ser diferente. Pelo contrário, é só por ser normal. - Sinto lhe informar toda essa sua loucura também faz parte do "ser normal" que você tanto quer fugir.

Por favor, só se aceite. Aceite o que você é, o que você gosta, o que não gosta. Não, não é o papinho de "seja você" sempre somos nós, droga. A questão é simplesmente aceitação! Não seja perfeito, não seja diferente, não seja bizarro, não seja. Deixe ser. E deixe ser tudo, por favor, principalmente o que você tanto quer mudar. Vai ver é isso que lhe dá todo o charme!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como faz?

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    Minha fome por livros começou quando eu era nova, muito nova.(acho que por culpa do Cabe na mala .Que ainda se encontra guardadinho na minha caixa de passados!)
     O problema disso é que gente nova tem a mania de ser afobada e de, ainda, não ter essa pretensão de ser culto, de discutir sobre os temas com razão de causa. Essa arrogância vamos ganhando com o tempo. Criança só que saber de descobrir, sem ligar muito para todos os por menores.E assim, eu fui.
    Eu queria era saber da história. De um personagem, de outro, e de mais outro. Mal importava o título do livro, quem dirá olhar autor. Seguia sempre a mesma rotina: Pegava o livro, na ordem da prateleira, olhava a capa -é. é. Já julguei vários livros pelas capas. sem hipocrisia - lia a última página e me decidia por ele ou passava pro próximo.
     Mas os livros de bibliotecas de escolas acabam rápido e você acaba tendo que passar para os livros ainda não apropriados pra sua idade. E então vem um outro grande problema, você precisa aprender a ler rápido, antes que sua mãe descubra e te faça devolve-lo sem acabar de ler, e conseguir manter todo o relacionamento com o livro.
     Foi nesse clima de ler rápido, de apreciar cada momento de livros que eu não deveria estar lendo, e de não dar a mínima atenção para os autores que eu li um dos livros mais extraordinários até hoje... Mas essa precocidade me cobra um preço alto:
     Eu não sei quem foi o autor, já não lembro o nome do livro. E não me recordo os detalhes da história. Hoje em dia tenho uma vontade enorme de adquiri-lo pra guardar de recordação, reler, dar pra alguma criança... A verdade é que vai ficar na lista de desejos não realizados e das recordações boas.

Mais um amor mal resolvido na minha vida! =/

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quadrilha. :)


Ah, Drummond... sua quadrilha ficou velha e um tanto quanto démodé!

A minha é muito mais divertida.


*a gente se entende!


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João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili, que não amava ninguém.


João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

[Carlos Drummond de Andrade]

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

tanto som.

- eu queria mesmo era falar de beija-flor!-





E se voltar te dou café
Preliminar com cafuné
Pra deixar teu dia mais gostoso
Pode almoçar o que quiser
E repetir, te dou colher
Faz aquele jeito carinhoso
Deixa pintar o entardecer
E o sol brincar de se esconder
Tarde e chuva eu fico mais fogosa
E vá ficando pro jantar
Tu vai ver só, pode esperar
Que a noite será maravilhosa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

silêncio

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Quem será que pelo menos por um dia na vida não se sentiu tão perdido, tão sem rumo.
Não ficou só mudo. Perdeu todas as palavras, perdeu o poder de formar palavras, até mesmo de raciocinar.
Perdeu tudo. De momento, de.repente, perdeu tudo, se perdeu do mundo.
Perdeu-se até de si mesmo.
Sobrou esse sentimento estranho, que nunca saberei nomear.
Uma espécie de vazio. Maior do que o próprio vazio.
Uma solidão muito bem acompanhada... de monstros e fantasmas.
E por orgulho e ego prendeu o choro na garganta e sorriu pro mundo.
Aumentou a própria aflição pra que ninguém soubesse que a alma estava ferida.
Raros são aqueles que conseguem penetrar num mundo desses.
Sorrir, estender a mão, e fazer, passo a passo a dor passar.
Raríssimos e caros são os que sabem fazer isso. E o fazem.


Forget.


I need you.